É...um homem..... aquele que aparece uma única vez na vida da gente.
Mas este pode ser comparado com a sereia. Ela, meio mulher, meio peixe. Ele, meio menino, meio homem.
Quando aparecia com sua metade menino,mostrava-se perto, real, e os seus pensamentos podiam até mesmo ser compreendidos sem que ele pronunciasse uma só palavra. Porque a verdade estava ali, pra ser sentida, respirada, vivida, saboreada. E de sua boca só saía o que ele realmente queria dizer. A verdade podia, nestes momentos, ser costurada por duas almas que se encontraram e falavam a mesma língua. Eles costuravam uma bela cortina de tecido natural.
Quando resolvia estar mais próximo de sua metade homem, ele ficava tão obscuro, tão longe que quase sumia. E ,às vezes, sumia. Seus pensamentos tornavam-se inacessíveis e isto era perturbador, não sei para ele, mas para a alma que estava costurando com ele era terrível. Toda calmaria desaparecia e em seu lugar surgia um emaranhado de linhas que iam pra todos os lados e a costura da verdade ficava atrapalhada. Os nós iam surgindo e ficando quase impossíveis de se desatar. Como ela não conseguia desatar os nós, tentava buscar a explicação de como eles surgiram...... e aí........ surgiam com isto as trezentas e sessenta e cinco possibilidades que esta mulher pensava para cada nó. Sim, ela vive sempre achando que tudo é possível e pra cada possibilidade existe uma história com começo, meio e fim. E ela se perdia tanto no meio deste emaranhado que se distanciava cada vez mais da verdade. E daí, já não sabia mais distinguir quem era o menino e quem era o homem e chegava a pensar que os dois não eram a mesma pessoa e até mesmo se elas existiam de fato.
Sempre nestes momentos de caos, voltava o homem, mas ele voltava quase na forma de menino. Ainda homem começava a ajudar a mulher a desfazer os nós, porém, tinha que escutar alguns filmes contados pela mulher e precisava confiar na versão do filme que ela lhe contava. E muitas vezes o homem e o menino eram os atores principais... mas ele..... aquele homem que aparece uma única vez na vida da gente, tinha bons argumentos e com os argumentos conseguia ajudar a mulher a desfazer os nós. E enquanto desfazia os nós ia virando menino e eles costuravam a cortina mais um pouco.
E esta mulher, é muito ansiosa e vai publicar este pedaço da história que ainda não acabou de ser escrita e nem foi corrigida!
28/04/2007
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